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Desenvolvido em parceria com a BMW, o motor THP (Turbo High Pressure) da PSA Peugeot Citro�n � um dos mais avan�ados propulsores dispon�veis no mercado mundial. V�rias vezes premiado pela imprensa internacional, o THP � um verdadeiro s�mbolo do downsizing: baixa cilindrada e alta pot�ncia para substituir motores maiores sem perda de desempenho, mas com a maior economia de combust�vel poss�vel.


No caso do THP a gasolina, o motor 1.6 (1.598 cm�) de quatro cilindros gera 156 ou 165 cv a 6000 rpm, com torque de 24,5 kgfm a 1.400 rpm � n�meros equivalentes ao de um motor maior, por�m, resultantes de menor consumo de combust�vel.


Conhecido tecnicamente pelo nome EP6CDT, este motor estreou no Brasil na vers�o de 156 cv em 2010. A diferen�a para a vers�o de 165 cv (chamada de EP6CDTM) � apenas o software que comanda a inje��o direta de gasolina, desenvolvido pela Bosch. Com a atualiza��o, o sistema muda de nome: de MED 17.4 (156 cv) para MED 17.4.2 (165 cv), assim como o n�mero regulamentar inscrito no chassi do ve�culo nos 6�, 7� e 8� caracteres, podendo ser 5FV (156 cv) ou 5FM (165 cv).


As solu��es diferenciadas de engenharia adotadas neste projeto exigiram um complexo gerenciamento eletr�nico para elevar ao m�ximo a efici�ncia no consumo de combust�vel, desde as estrat�gias de inje��o at� a pilotagem de elementos como turbo e bomba d��gua.


O resultado � um motor vers�til, que equipa diversos ve�culos vendidos no Brasil das duas marcas francesas. Na linha Peugeot, est� presente nas linhas dos modelos 3008, 308 THP (hatch), 308 CC (convers�vel), 408 THP, 508 e no esportivo RCZ. Na linha Citro�n, o motor equipa os modelos DS3, DS4 e DS5.


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A vers�o flex do THP estreou recentemente nos modelos Citro�n C4 Lounge e Peugeot 2008, com diferentes solu��es em rela��o ao propulsor que equipa o restante da linha. Nesta reportagem, entretanto, vamos focar nas duas vers�es a gasolina, mecanicamente id�nticas, que j� est�o saindo da garantia e, consequentemente, precisam do apoio das oficinas independentes em todo o Brasil.

 

Apresenta��o de sensores e atuadores



Para mostrar como o sistema de gerenciamento eletr�nico do motor THP funciona, conversamos com Jos� Martinho Leal Neto, instrutor do m�dulo PSA Peugeot Citro�n no SENAI-Ipiranga em S�o Paulo/SP, que apresentou os sensores e atuadores da inje��o direta, do circuito de alimenta��o de gasolina, e do circuito de alimenta��o de ar, identificando os componentes e algumas estrat�gias de funcionamento.

 

Sensores do motor



1) Sensor de press�o de admiss�o de ar: localizado no coletor, este mede apenas a press�o; outro sensor mede tamb�m a temperatura do ar al�m de medir a press�o.


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2) Sensor de press�o de gasolina: localizado no tubo de distribui��o de gasolina (tamb�m chamado de flauta, rampa ou �rail�), tamb�m pr�ximo � eletrov�lvula de regulagem de press�o do turbocompressor.


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3) Sensor de detona��o do motor: fornecido pela Bosch, a fun��o do sensor de detona��o (ou sensor de grilagem) � corrigir o avan�o da igni��o para controlar a combust�o da mistura ar/combust�vel. Atrav�s da informa��o transmitida pelo sensor, a ECU diminui o avan�o da igni��o e enriquece simultaneamente a mistura ar/combust�vel.


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4) Sensor de medi��o de n�vel de �leo: fornecido pela Valeo, o sensor de n�vel de �leo motor fornece informa��es completares sobre o n�vel do �leo do motor ao condutor atrav�s de uma mensagem no painel de instrumentos, sempre ao ligar o carro. Alimentado constantemente em 12V, envia um sinal com tens�o de sa�da proporcional ao n�vel de �leo presente no c�rter do motor. O n�vel de �leo faz variar a resist�ncia interna: quanto mais alto o n�vel do �leo, mais fraca a resist�ncia, fazendo com que a tens�o de sa�da diminua.


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5) Sensor de rota��o: localizado pr�ximo ao volante, fica protegido por uma capa pl�stica. Esta capa pode ser removida com o aux�lio de uma chave de fenda para desencaixar o pino de fixa��o.


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6) Sensor de fase: localizado na parte superior do motor, no lado do volante, preso � tampa do cabe�ote.


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Atuadores da alimenta��o, inje��o e igni��o



7) Eletrov�lvula do VVT (sistema de varia��o do comando de v�lvulas na admiss�o): fabricada pela Delphi, est� localizada pr�ximo ao coletor de admiss�o, no lado do sincronismo, comandando hidraulicamente o sistema. A ECU, por sua vez, comanda a eletrov�lvula em fun��o do regime do motor, da carga do motor e da posi��o das v�lvulas de admiss�o.


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8) Borboleta motorizada: fornecida pela Continental, possui um sensor duplo integrado que permite � ECU determinar a posi��o exata da borboleta. Outro sensor, este no acelerador, transmite � ECU a posi��o do pedal de acordo com a demanda de acelera��o pelo condutor. A borboleta possui estrat�gia de avaria �limp home�, que mant�m a borboleta aberta atrav�s de uma mola espec�fica. Na presen�a de certos defeitos, a ECU pode cortar a alimenta��o da borboleta. A Peugeot frisa que o mec�nico n�o deve tentar regular ou desmontar uma caixa da borboleta por motivo de seguran�a.


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9) Injetores de gasolina: fornecidos pela Bosch, os injetores s�o comandados separadamente pelo calculador do motor na ordem de inje��o (1-3-4-2) durante a fase de admiss�o. Sua resist�ncia � de cerca de 2,5 ?. A press�o de alimenta��o combust�vel pode variar de 40 a 120 bar.


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10) Eletrov�lvula de regulagem de press�o de �leo: presa � bomba de �leo, a eletrov�lvula fica dentro da bomba de �leo no c�rter. � respons�vel por manter a press�o da bomba de �leo em seu funcionamento nominal (pilotagem el�trica), que fica entre 2 e 4,5 bars. Quando a eletrov�lvula de modula��o de d�bito de �leo apresenta um defeito, ela passa a ser aut�noma (sem comando el�trico) e fornece press�o de �leo de 5,7 � 0,2 bars.


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11) Caixa de distribui��o do l�quido de arrefecimento: este atuador possui dentro de si a v�lvula termost�tica e um termostato pilotado. O conector el�trico tem quatro vias: duas s�o destinadas � alimenta��o da resist�ncia do termostato pilotado e duas para a medi��o de temperatura do motor atrav�s do termostato.


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12) Resist�ncia de aquecimento dos vapores de �leo do motor: o motor THP possui duas tubula��es de encaminhamento de vapores de �leo. Uma delas tem sua extremidade localizada pr�ximo � entrada de ar do turbocompressor, onde est� a resist�ncia, cuja fun��o � evitar a obstru��o da tubula��o por condensa��o e congelamento dos vapores de �gua contidos no �leo em temperaturas muito baixas. O congelamento nessa tubula��o pode causar danos irrevers�veis ao motor por aumento da press�o no c�rter.


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13) Bobinas de igni��o: s�o individuais, uma para cada cilindro, do tipo �l�pis�, ou seja, dispensa o uso de cabos de igni��o. As bobinas n�o possuem reparo, mas, caso haja defeito em uma bobina, ela pode ser substitu�da individualmente. A remo��o � bastante simples, mas requer cuidados: basta levantar a trava para desligar o conector (13a) e puxar a bobina pelo corpo (13b). Para facilitar a remo��o, levante o l�bio do vedador de borracha para entrar ar pela lateral da pe�a (13c). Nunca puxe pela trava do conector, que pode quebrar.


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13a

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13b

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13c

 

14) Velas de igni��o: fabricada pela Bosch, o aspecto da vela � comum, exceto pelo formato do encaixe no castelo met�lico, que � estrela, ao inv�s do sextavado convencional. Portanto, a chave de vela comum n�o conseguir� remover a vela. � necess�rio utilizar um soquete estrela 14 mm para tal. A resist�ncia varia entre 3 e 7 k?. A folga nominal entre os eletrodos � de 0,8 mm (toler�ncia de � 0,1 mm).


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15) Acionador da bomba d��gua: fornecido pela Dayco, tem a fun��o de pilotar o funcionamento da bomba d��gua, n�o permitindo sua rota��o quando a temperatura de �gua do motor est� abaixo de 70�C. Atrav�s desse componente, a ECU desliga a bomba d��gua durante as fases em que o motor est� frio, para fazer com que atinja mais rapidamente sua temperatura ideal de trabalho, o que auxilia na economia de gasolina e reduz a emiss�o de poluentes. Sua atua��o acontece essencialmente na partida do motor (15a).


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15a

 

Veja mais detalhes sobre o sistema do acionador da bomba d��gua na edi��o n� 204, dispon�vel em nosso Portal: www.omecanico.com.br



Funcionamento: O acionador em si � um solenoide ligado por uma mola a um rolete, respons�vel pelo contato com a polia da bomba (que n�o est� ligada a quaisquer correias, como � comum em outros motores). No momento em que o solenoide est� alimentado com sinal de 12 V, o acionador permanece com o rolete �solto�, o que deixa a polia da bomba d��gua inoperante. Quando a ECU corta essa alimenta��o, a mola interna do acionador �puxa� o rolete, fazendo com que entre em contato com a polia da bomba, e tamb�m, com costas da correia de acess�rios na polia do virabrequim, movimentando o mecanismo (15b).

 

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15b

 

16) Eletrov�lvula de purga do c�nister: possui duas sa�das: uma ligada ao coletor de admiss�o depois da borboleta do acelerador; outra ligada � entrada de ar do turbocompressor. O fluxo dos vapores do c�nister � comandado pela ECU e varia de acordo com o regime do motor, porque � necess�rio que haja depress�o para que os vapores entrem no coletor de admiss�o e sejam somados � mistura ar/combust�vel. A modula��o entre as sa�das � comandada por sinal PWM, em fun��o da carga do filtro e da vaz�o da eletrov�lvula. Essa vaz�o � uma constante conhecida, logo, se a ECU comanda uma abertura de 50% na eletrov�lvula, a unidade sabe a quantidade de vapores de gasolina que entrou na admiss�o. Isso influencia no tempo de abertura dos injetores, que ser� reduzido, j� que uma parte da massa de gasolina necess�ria � mistura j� foi adicionada atrav�s dos vapores (16a).


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16a

 

Funcionamento: Durante a acelera��o, em fun��o da sobrealimenta��o de ar do turbocompressor, n�o vai existir depress�o no coletor de admiss�o, mas, sim, uma press�o positiva. Nesse momento, se a eletrov�lvula abrir a sa�da para o coletor, os vapores ser�o empurrados de volta para o tanque. Por isso, quando o motor est� sendo acelerado, a ECU ordena que os vapores sejam encaminhados para a entrada de ar do turbo. Quando a borboleta do acelerador � fechada, acontece a depress�o no coletor e os vapores do c�nister s�o enviados direto para a admiss�o (16b).


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16b

 

17) Bomba de gasolina de alta press�o: localizada no lado do volante, a bomba de gasolina de duplo pist�o � o principal diferencial para a vers�o flex do THP. O circuito de baixa press�o varia entre 4,5 e 5,5 bar (press�o nominal de 5 bar), enquanto o circuito de alta trabalha entre 40 e 120 bar. Para regular a press�o de combust�vel, a bomba � acompanhada da eletrov�lvula de regulagem da press�o e da v�lvula de sobrepress�o de combust�vel (esta, que limita a press�o m�xima a 120 bar).


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Obs: Jamais solte a tubula��o de alta press�o com o motor em funcionamento, sob risco de acidente grave para o mec�nico.


18) Eletrov�lvula de regulagem da press�o de gasolina: comandada pela ECU, sua fun��o de controlar a quantidade de combust�vel em cada fase de funcionamento do motor. O combust�vel entra pelo circuito de baixa press�o e a eletrov�lvula controla a quantidade que ser� comprimida pelos pist�es internos e enviada ao tubo de distribui��o para os injetores, de acordo com a demanda do sistema. Quanto mais combust�vel, mais press�o ser� gerada.


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19) V�lvula de sobrepress�o de �leo da bomba de combust�vel: tamb�m chamada de absorvedor de pulsa��o, a v�lvula de sobrepress�o de �leo permite compensar as dilata��es do �leo devidas ao funcionamento da bomba.


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Conjunto da bomba de gasolina de alta press�o


 

1) Entrada de combust�vel a baixa press�o
2) Sa�da de combust�vel a alta press�o
3) V�lvula de sobrepress�o de �leo
4) Eletrov�lvula de regulagem da press�o do combust�vel
5) V�lvula de baixa press�o de combust�vel
6) V�lvula de sobrepress�o de combust�vel
7) Pist�es integrados na bomba



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Turbocompressor e atuadores perif�ricos ou de pilotagem



20) Turbocompressor: O turbo tem geometria fixa, arrefecido pelo �leo do motor e tamb�m pelo l�quido de arrefecimento do motor. A particularidade � o sistema Twin Scroll de dupla entrada dos gases de escape no lado quente. Segundo Jos� Martinho, esse sistema evita que os gases de escape voltem ao coletor de exaust�o pelo movimento do rotor e dos pist�es. O circuito de ar tamb�m conta com refrigerador do ar de sobrealimenta��o entre o turbocompressor e o coletor de admiss�o.


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Obs: Antes de desligar o motor, Jos� Martinho aconselha que ele seja mantido alguns segundos em marcha lenta para garantir que o turbocompressor n�o perca lubrifica��o em alta rota��o, o que provocaria desgaste prematuro.


21) Eletrov�lvula de regulagem de press�o do turbocompressor: fornecida pela Pierburg, este componente pilota a c�psula pneum�tica da v�lvula wastegate. Em seu funcionamento, a ECU gera o comando da eletrov�lvula de acordo com o regime do motor, carga do motor, temperatura da �gua do motor e temperatura do ar na admiss�o.


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22) C�psula pneum�tica de movimenta��o do wastegate: respons�vel por controlar a press�o dos gases no lado quente do turbo. Sua movimenta��o � controlada por uma bomba de v�cuo.


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23) Bomba el�trica do arrefecimento do turbocompressor: o turbo conta com um sistema de arrefecimento adicional atrav�s do pr�prio l�quido de arrefecimento do motor, controlado por uma bomba el�trica comandada pela ECU do motor, fornecida pela Pierburg. Esta bomba el�trica possui duas conex�es com setas, uma delas indicando a sa�da para o turbocompressor e a outra, o retorno para a bomba.


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24) V�lvula de controle de al�vio de press�o do turbocompressor (dump valve): fornecida pela BorgWarner, � respons�vel por evitar o fen�meno conhecido como �bombagem�: quando a borboleta do acelerador � fechada, a press�o do ar comprimido gerado pelo turbo provoca uma for�a contr�ria ao movimento de rota��o do turbocompressor. Isso pode for�ar o eixo, que pode sofrer danos ou at� se romper. A v�lvula de controle de al�vio abre para liberar essa press�o do ar (�by-pass�), garantindo que o turbocompressor mantenha a in�rcia do movimento.


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25) Bomba de v�cuo: como o motor trabalha com sobrealimenta��o de ar, o sistema de admiss�o n�o gera depress�o suficiente para aux�lio na frenagem (servo-freio). Por isso, se fez necess�ria a ado��o da bomba de v�cuo. A mesma depress�o � utilizada no controle da press�o do turbocompressor atrav�s da eletrov�lvula.


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Desmontagem do lado da admiss�o



No sistema de inje��o direta de gasolina, para ter acesso aos injetores, se faz necess�rio desmontar diversos perif�ricos do lado do coletor de admiss�o � incluindo o pr�prio coletor. Veja o passo a passo com o motor no cavalete:


1) Solte o parafuso torx que faz a fixa��o da caixa do filtro de ar no motor.


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2) Em seguida, solte a abra�adeira que liga a caixa do filtro de ar com o tubo de alimenta��o de ar para o turbocompressor. Use uma chave 7 mm.


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3) Estando solta a abra�adeira, basta desencaixar a caixa do filtro de ar de suas outras fixa��es, que s�o encaixadas. S�o tr�s pontos de encaixe.


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4) Agora remova todas as conex�es el�tricas que ligam o coletor de admiss�o ao motor. Comece pelo sensor do coletor de admiss�o, o qual basta apertar a trava e puxar. Aten��o: nunca puxe qualquer conector pelo cabo ou pelo chicote el�trico. Isso pode danificar a conex�o el�trica.


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5) Desencaixe a eletrov�lvula de regulagem de press�o do turbocompressor. N�o h� parafusos de fixa��o: basta pux�-la no sentido do volante do motor para desconect�-la do coletor de admiss�o. Solte tamb�m o conector do chicote el�trico na eletrov�lvula.


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6) Com uma pequena chave de fenda, solte tamb�m a trava do tubo que leva depress�o da eletrov�lvula at� a c�psula pneum�tica do wastegate.


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7) Para remover a v�lvula de controle do c�nister, solte a mangueira que fica presa ao coletor de admiss�o. Pressione os dois lados da trava na conex�o e puxe para fora. Depois, puxe a pr�pria v�lvula no sentido do volante, semelhante ao passo 5.


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8) Solte a mangueira de reaspira��o dos vapores do c�rter. S�o duas conex�es: no coletor e no cabe�ote. A mangueira passa debaixo do coletor. As travas s�o do mesmo tipo da utilizada na mangueira da v�lvula de controle do c�nister no coletor, vista no passo anterior.


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9) Remova a conex�o do chicote que fica presa no suporte das v�lvulas de controle do c�nister e de controle da press�o do turbo.


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10) Depois, solte o suporte do coletor de admiss�o ao bloco, pr�ximo � borboleta motorizada. Utilize soquetes 10 e 13 mm para soltar as porcas de fixa��o.


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11) Retire a conex�o el�trica da borboleta motorizada soltando a trava vermelha. Depois, empurre o conector para fora levantando a trava cinza com a ajuda de uma chave de fenda.


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12) Retire a fixa��o do chicote el�trico pr�xima � borboleta motorizada.


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13) Estando soltas as conex�es el�tricas e das eletrov�lvulas, solte as cinco porcas de fixa��o do coletor de admiss�o, sempre de fora para dentro. Em seguida, remova o coletor.


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14) A cada remo��o do coletor, � necess�rio trocar as juntas individuais de borracha. Uma junta sem condi��o de uso pode causar perda de rendimento do motor por falta de veda��o do ar nessa regi�o.


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15) Para remover o conector do injetor, utilize novamente uma chave de fenda fina para empurrar a trava para cima. Observe que o injetor possui uma esp�cie de pino pl�stico como guia de montagem.


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A montagem segue o sentido inverso da desmontagem.