Descrição geral

Lançado a partir de 1993, o IAW G7 foi o primeiro sistema de injeção eletrônica digital instalado nos veículos nacionais da Fiat. Considerado um sistema de última geração trouxe inovações como a ignição estática e o sensor de oxigênio.
É um sistema monoponto, ou seja, utiliza uma única válvula injetora que alimenta todos os cilindros.
No IAW G7 a massa do ar admitido é calculada pelo método da velocidade densidade (Speed/Density).
Tem como principais sensores o sensor da pressão no coletor de admissão - MAP, o sensor de temperatura da água CTS, o sensor de rotação ESS e o de temperatura do ar - ACT.
Entre os atuadores controlados pela UCE estão o atuador de marcha-lenta (motor de passos) e a bomba elétrica de combustível.
Nesse sistema, o ventilador de arrefecimento ("ventoinha") é controlado por interruptor térmico ("cebolão").

Principais particularidades

- O IAW G7.11: Uma das variações do IAW G7, o IAW G7.11, não possue sensor de posição da borboleta nem atuador de marcha-lenta (motor de passos). Nesse sistema, o controle de marcha lenta é feito através de 2 eletro-válvulas, controladas pela UCE, e uma cápsula amortecedora do retardo da borboleta - cápsula dash pot (vide dicas 1 e 2).
- A sensibilidade a interferência eletromagnética na UCE: No dia-a-dia observa-se que os veículos que utilizam o sistema IAW G7 são extremamente suscetíveis a interferência eletromagnética (figura-1). Essa interferência é normalmente provocada por componentes do sistema de alta tensão, principalmente por bobinas e velas de ignição comuns. Quando ocorre esse tipo de interferência, os principais sintomas observados são: 
- Marcha-lenta instável
- Motor falhando em baixa rotação
- Com o motor funcionando, o equipamento scanner não estabelece comunicação com a UCE - acusa erro de comunicação.

Dica 1 - Ligação das mangueiras dos sistema de controle da marcha - lenta (IAW G7.11 - uno EP e uno IE)

Detalhes

- Nos veículos Fiat Uno EP, a marcha-lenta é controlada por duas eletro-válvulas e uma cápsula pneumática;
- As eletro-válvulas são controladas pela UCE. Além disso, a eletro-válvula 2 é alimentada por um relê específico;
- A figura 2 ilustra o esquema de ligação das mangueiras das eletro-válvulas.

Comentário

- Com o sistema de controle da marcha-lenta funcionando em perfeitas condições, o comportamento da cápsula pneumática deve ser o seguinte:
- Com o motor frio a cápsula deve encostar no came do acelerador, empu rando-o no sentido de aceleração do veículo;
- Com o motor aquecido, a cápsula não deve encostar no came do acele rador.

Dica 2: Regulagem da marcha lenta - IAW G7.11 (uno EP e uno IE)

- Antes de iniciar a regulagem da marcha-lenta verifique:
- A correta ligação das mangueiras do sistema de controle da marcha-lenta (vide dica 1);
- A integridade da cápsula dash pot. O diafragma da cápsula não deve estar furado;
- O funcionamento do motor. O motor deve estar funcionando perfeitamen te. O corpo de borboleta deve estar limpo. Não devem existir códigos de defeitos gravados na UCE nem entra das falsas de ar no coletor de admissão.

Procedimento

- Para monitorar o valor da marcha-lenta do motor, conecte um equipamento do tipo scanner ao veículo;
- Dê partida no motor. Com o motor frio, a haste da cápsula dash pot deve empurrar o batente do mecanismo da borboleta de aceleração (figura 3);
- Desligue a mangueira do dash pot. Com a mangueira solta a marcha-lenta deve ficar entre 2100 e 2500 RPM. Se for preciso, solte a porca do dash pot e efetue sua regulagem (figura 3);
- Refaça a ligação da mangueira do dash pot;
- Deixe o motor aquecer até que seja acionada a ventoinha. Em temperatura operacional, a haste da cápsula dash pot deve ficar distante do batente-não deve encostar (figura 3);
- Com o motor aquecido, a marcha-lenta deve estar entre 850 e 950 RPM. Se for preciso, regule a rotação de marcha-lenta através do parafuso do interruptor da marcha-lenta (figura 3).