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Sistema EGR - Dispositivos de Sensoriamento
Ao contrário dos não mapeados,
nos sistemas mapeados a abertura da válvula EGR e,
conseqüentemente o fluxo de gases recirculados são controlados
pela unidade de comando.
Nos sistemas mapeados podem ser identificados os seguintes
componentes básicos:
• Válvula EGR: É o
componente fundamental do sistema.
• Dispostivo de Controle da Válvula EGR: Segundo o
dispositivo de controle utilizado, os sistemas mapeados atualmente
em uso, podem ser do tipo:
- Pneumático: Nestes, a abertura da válvula EGR é
controlada por vácuo variável.
- Eletrônico: Neste caso, a EGR é uma eletroválvula
controlada eletronicamente.
• Dispositivo desensoriamento
A partir da informação do dispositivo de sensoriamento, a
unidade de comando determina a quantidade de gases recirculados.
Os dispositivos atualmente utilizados para esta função são:
- Sensor de Posição da EGR (EVP)
- Sensor de Pressão (PFE, DPFE)
- Sensor de Temperatura
A seguir, serão apresentadas
algumas configurações típicas de sistemas EGR mapeados com
controle pneumático e eletrônico.
Controle Mapeado de Sistemas
EGR Pneumáticos
Nestes sistemas a válvula EGR é controlada
pneumaticamente com vácuo variável. A intensidade do vácuo
aplicado é controlada eletronicamente, através da válvula EVR, que
é o dispositivo com o qual é determinada a abertura da EGR.
O que diferencia os diversos sistemas pneumáticos entre si, é o
tipo de dispositivo de sensoriamento aplicado, cuja informação é
utilizada para o cálculo da quantidade de gases recirculados.
A seguir serão analisadas algumas configurações típicas,
utilizadas em sistemas EEC-IV/V (Ford) e Motronic (VW).
No entanto, são similares àquelas utilizadas por outros
fabricantes. A diferença entre as configurações apresentadas está,
basicamente, no tipo de sensor utilizado para determinar a
quantidade de gases recirculados.
• Válvula EVR
É uma válvula de 3 vias que
conecta a válvula EGR com a fonte de vácuo ou com a atmosfera.
- Quando fechada, a válvula EVR permite a passagem de ar
(pressão atmosférica) para a válvula EGR. Com isto, a EGR fecha,
pela ação de uma mola interna.
- Quando aberta, a válvula EVR, permite que o vácuo do
coletor de admissão atue sobre o diafragma da válvula EGR, o que
provoca sua abertura.
Controlando o ciclo de ativação/desativação ou ciclo de
trabalho, do sinal de controle da válvula EVR, a unidade de
comando modula a quantidade de vácuo aplicado à EGR.
Desta forma, o vácuo ou depressão, que atua sobre a EGR, pode ser
variado entre a pressão atmosférica e o vácuo total do coletor.
Como resultado desta ação, a válvula EGR pode assumir qualquer
posição, de forma contínua, entre totalmente fechada e totalmente
aberta.
No modo mapeado de funcionamento, a unidade de comando controla a
eletroválvula EVR através de mapas apropriados, gravados na
memória.
Para compor o mapeamento, a unidade de comando considera os
valores de: Rotação, Temperatura do
motor, Quantidade de ar admitido, Pressão absoluta do coletor.
Dispositivos de Sensoriamento
A função dos dispositivos de sensoriamento é
auxiliar à unidade de comando, na determinação da quantidade de
gases recirculados. O cálculo da quantidade pode ser feito com
base em alguma das seguintes informações:
- Grau de abertura da EGR:
informação do sensor de posição EVP
- Pressão na linha de entrada dos gases de escape na EGR:
informação do sensor PFE/DPFE
- Temperatura dos gases recirculados na sua entrada no coletor de
admissão
• Sensor de Posição (EVP)
Nesta configuração, a válvula EGR
possui, na parte superior, um sensor de posição denominado EVP.
Este sensor é um potenciômetro linear cujo cursor é solidário à
haste interna da válvula EGR. (fig.2)

O sinal enviado pelo sensor informa a posição da mesma. A partir
desta informação, e utilizando os mapas gravados na memória, a
unidade de comando calcula a quantidade de gases recirculados. O
sensor EVP é utilizado nos sistemas que possuem controle por vácuo
assim como naqueles que utilizam a válvula EGR linear. (fig. 3)
A fig. 4 mostra uma configuração que utiliza a válvula EVR para
regular o vácuo que comanda a abertura da válvula EGR.
• Sistema EGR com Sensor de
Pressão (PFE)
Nesta configuração, utilizada no
sistema EEC-IV (Ford) (fig. 6).

O dispositivo de
sensoriamento é um sensor de pressão, denominado PFE (fig.
5), que mede a pressão na linha de recirculação dos gases. No
interior desta tubulação de recirculação existe uma restrição
calibrada.
Em função do fluxo de gases que atravessa a restrição, a pressão
medida pelo sensor aumenta com a diminuição do fluxo.
Através da informação do sensor PFE, a unidade de comando
determina o grau de abertura da válvula EGR e, conseqüentemente a
quantidade de gases recirculados.
- Com a EGR totalmente aberta, o PFE mede praticamente a
pressão do coletor.

Fluxo máximo de gases e
mínimo sinal de saída do sensor.
- Com a EGR fechada, o PFE mede a pressão dos gases de
escape, já que, não havendo recirculação, a pressão é a mesma em
ambos lados da restrição.
Fluxo mínimo de gases e máximo sinal de saída do
sensor.
Uma pressão intermediária entre os limites acima mencionados,
indicará um fluxo intermediário resultante da abertura parcial da
válvula EGR.
- Pressões menores, devido à maior influência do vácuo do
coletor de admissão, indicam fluxos maiores.
- Pressões maiores, devido à maior influência dos gases de escape,
indicam fluxos menores.
Os mapas gravados na memória da unidade de comando relacionam as
leituras de pressão do sensor PFE com o fluxo de gases
recirculados.
A quantidade de gases recirculados depende do grau de abertura da
EGR, o qual é determinado pela intensidade do vácuo
aplicado, que por sua vez, é função do ciclo de trabalho do sinal
de controle da válvula EVR (fig.1).
• Sistema EGR com Sensor de
Pressão Diferencial (DPFE)

Nesta configuração, utilizada no sistema EEC-IV/V
(Ford) (fig.8), o dispositivo de sensoriamento é um sensor de
pressão diferencial, denominado DPFE (fig.7), que mede a
diferença de pressão existente na linha de recirculação dos
gases, em ambos lados de uma restrição calibrada interna.
O sensor DPFE informa, à unidade de comando, a diferença de
pressão existente entre as duas tomadas do sensor (A e B
da fig. 7).
Com esta informação, a unidade de comando determina o estado de
abertura da EGR e, conseqüentemente, o fluxo de gases
recirculados:
- Com a EGR totalmente aberta, o sensor DPFE mede diferença
máxima de pressão.
Isto se deve a que no ponto A, a pressão medida é a dos
gases de escape. Já no ponto B, a pressão é menor devido à
influência exercida pelo vácuo do coletor.
Portanto, nesta condição, verifica-se máximo fluxo de gases e
máximo sinal de saída do sensor.
- Com a EGR fechada, o DPFE mede diferença
mínima, já que não havendo recirculação, a pressão é a mesma em
ambos lados da restrição.
Portanto, nesta condição, verifica-se fluxo mínimo de recirculação
e mínimo sinal de saída do sensor.
Os mapas gravados na memória da unidade de comando relacionam as
leituras do sensor DPFE com a quantidade de gases recirculados.
Esta quantidade depende do grau de abertura da EGR, que é
determinado pela intensidade do vácuo aplicado. Este por sua vez,
é função do ciclo de trabalho do sinal de controle da válvula EVR.
• Sistema EGR com Sensor de
Temperatura

Esta configuração é utilizada em
veículos VW (fig. 9). O sistema possui um sensor de temperatura
instalado no coletor de admissão, no ponto de entrada dos gases de
escape.
O mapeamento utilizado relaciona a quantidade de gases
recirculados com a temperatura no ponto de entrada no coletor de
admissão.
Temperaturas maiores estão associadas a fluxos maiores de gases
recirculados.
A quantidade de gases recirculados é ajustada modificando a
abertura da EGR, cuja posição depende do vácuo aplicado. Este por
sua vez, depende do ciclo de trabalho do sinal de acionamento da
válvula EVR.
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