Este sistema de transmiss�o automatizada, que equipa os modelos Sandero 1.6 8V e Logan 1.6 8V, foi desenvolvido pela ZF Alem�, e utilizado pelo modelo Lupo da Volkswagen, possui embreagem e um c�mbio mec�nico semelhante ao da vers�o manual. Um sistema eletr�nico controla a embreagem e faz as trocas automaticamente. No Easy�R, a troca de marchas � realizada por controle eletroeletr�nico e o motorista tamb�m pode trocar as marchas de forma manual sequencial, com toques na alavanca de marcha.

O condutor pode dirigir de forma mais econ�mica ou esportiva automaticamente, pois o sistema se adapta ao modo de dirigir. Quando se fizer a solicita��o de pot�ncia m�xima (o chamado �kickdown�), o sistema Easy�R faz as trocas numa faixa de torque mais alta, tornando a condu��o esportiva ou possibilitando uma ultrapassagem mais segura. Para facilitar as manobras de estacionamento, o Easy�R traz a fun��o Creeping, que faz com que o ve�culo se mova lentamente ao tirar o p� do freio com o ve�culo engatado em primeira marcha ou marcha a r�. O Creeping auxilia tamb�m nas arrancadas em rampas de at� 4 graus de inclina��o.

 

Caracter�sticas especiais da transmiss�o manual automatizada Easy R:

� sem bloqueio da chave de contato;

� sem bloqueio de estacionamento;

� sem desbloqueio de emerg�ncia;

� sem a fun��o �Creeping� marcha de arraste;

� unidade de controle da transmiss�o externa;

� arrancada somente � poss�vel em 1� marcha;

� ao �desligar� a igni��o a embreagem � fechada.

Se durante essa opera��o a alavanca seletora estiver na posi��o N n�o ser� engatada qualquer marcha.

A transmiss�o manual automatizada de 5 marchas Easy R implementa o conceito �shift bywire�, ou seja, n�o existe qualquer liga��o mec�nica entre a alavanca seletora e a transmiss�o. A posi��o da alavanca seletora � transmitida por meio de rede.

Atrav�s da alavanca seletora eletr�nica, pode-se escolher o modo de opera��o da transmiss�o.



Movimentando levemente a alavanca seletora para a esquerda, o modo de opera��o passa de autom�tico (D) para manual (M) ou de manual (M) para autom�tico (D). Pressionando a alavanca para cima ou para baixo as marchas podem ser trocadas em ordem crescente (+) ou decrescente (�). Nesse caso, a transmiss�o automaticamente passa a operar no modo manual (M).

Deslocando a alavanca para o meio, encontra-se a posi��o neutro (N) e, movendo-a para cima a posi��o de marcha r� � selecionada (R) e para baixo a posi��o Drive.

Quando o motor for desligado, a chave de contato pode ser removida mesmo com a alavanca de sele��o fora da posi��o (N).

Para assegurar que o ve�culo n�o se movimente involuntariamente � emitido no painel de instrumentos um aviso �tico e ac�stico que indica a necessidade de aplicar o freio de estacionamento.

A alavanca seletora possui em sua parte inferior um dispositivo que transfere seus movimentos para a eletr�nica da alavanca. No extremo inferior da alavanca de sele��o, est� instalada uma placa guia com canais e rebaixos que servem de refer�ncia para o movimento da alavanca. A parte superior da alavanca possui um anel de borracha, cobertura esf�rica, capa de prote��o e anel trava para fixa��o de todo o conjunto.

 

Na eletr�nica da alavanca seletora h� uma placa guia, uma placa m�vel e uma placa de circuito impresso com elementos Hall. A placa m�vel possui um im� que ativa os elementos Hall da eletr�nica da alavanca seletora.

O movimento da alavanca seletora se transmite para o im� fixado na placa m�vel.

Os elementos Hall na eletr�nica da alavanca seletora registram esses movimentos e transmitem essas informa��es para a unidade de controle da transmiss�o.

Os s�mbolos do quadro de instrumentos s�o iluminados por LED e informam sobre o estado da transmiss�o.

Uma mola de compensa��o encontra-se pr�-tensionada e montada na parte m�vel do setor dentado. O setor dentado articulado � feito de material pl�stico e possui duas partes: uma tampa e um elemento principal.

Uma mola helicoidal entre a tampa e o elemento principal amortece os impactos mec�nicos do setor dentado nas paredes da carca�a e reduz, portanto, o desgaste mec�nico.

A carca�a exterior aloja o elemento interior e a mola de press�o. A parte possui a roda livre com roletes, a cunha de bloqueio com o porta-cunha e a esfera guia. A esfera guia interliga o pist�o ao setor dentado.

 

COMPENSA��O DE DESGASTE

O ressalto de pl�stico do elemento interno apoia contra as paredes do batente da carca�a de alum�nio.

O porta-cunha, juntamente com a cunha de bloqueio, se movimenta para a posi��o de repouso e libera os roletes. A carca�a exterior e o elemento interior s�o movimentados um contra o outro. A mola de press�o separa o elemento interior e carca�a exterior, compensando o desgaste da embreagem.

SEQU�NCIA DE OPERA��O DA EMBREAGEM

A embreagem fechada - Se o motor volta a receber corrente el�trica, o setor dentado retorna � posi��o inicial no batente inferior. O motor trabalha primeiro contra a mola de compensa��o. Essa opera��o � compensada pela mola do plat�. Se o ponto de giro do setor dentado e o eixo da mola encontra-se em uma mesma linha, a mola de compensa��o encarrega-se de efetuar o movimento do motor. Com o movimento do setor dentado o pist�o se retrai na carca�a de alum�nio. A embreagem se fecha.

A embreagem aberta - O motor � alimentado com corrente el�trica e se encarrega de movimentar o setor dentado at� o batente superior.

 

A mola de compensa��o complementa o torque do motor neste movimento, reduzindo as necessidades energ�ticas do motor.

O setor dentado empurra o pist�o contra o garfo da embreagem. Esta for�a atua sobre a mola diafragma do plat�, por meio do garfo e do rolamento da embreagem, abrindo a embreagem e liberando o disco.

 

 

ACIONAMENTO DA EMBREAGEM

Quando o atuador da embreagem est� em funcionamento, o elemento interior se move na dire��o da embreagem. A cunha de bloqueio � empurrada entre os roletes da roda livre, movimentando-os para fora. Com essa opera��o os roletes s�o presos � carca�a exterior.

O setor dentado pressiona o pist�o sobre a alavanca que puxa o garfo e a embreagem se abre.

RETORNO � POSI��O DE PARTIDA

Para fechar a embreagem, o motor puxa o setor dentado com o pist�o para dentro da carca�a de alum�nio. Durante este movimento � mantido a conex�o com o pist�o. O movimento do setor dentado possibilita o recuo do porta-cunha. A cunha de bloqueio s� � puxada para tr�s quando o ressalto de pl�stico encosta no batente superior. Posteriormente o setor dentado chega ao batente mec�nico.

Os roletes desacoplam, anulando o efeito de bloqueio.

 

 

ATUADOR DE SELE��O E ENGATE

Os dois motores s�o conectados ao segmento de sele��o e engate do eixo seletor, por meio dos respectivos eixos de sele��o e engate.

Os eixos asseguram a transmiss�o da energia de acionamento ao eixo seletor

O comando interno funciona de modo similar a uma transmiss�o manual, ou seja, o ressalto de comando do eixo seletor encaixa nos garfos.

 

MOTOR DE SELE��O

Ao ligar o motor de sele��o, seu eixo transmite o torque para um eixo intermedi�rio, que movimenta uma cremalheira fixada ao eixo seletor. Assim a rota��o do motor � transformada em movimento ascendente e descendente do eixo seletor.

Com esse movimento � selecionado o garfo correspondente � marcha a ser engatada.

MOTOR DE ENGATE

Ao ligar o motor de engate, seu eixo transmite o giro a um setor dentado fixado ao eixo seletor.

Dessa forma a rota��o do motor faz girar o eixo seletor, possibilitando o engate da marcha correspondente ao garfo selecionado.

 

AJUSTE B�SICO DO ATUADOR DE ENGATE

Durante o ajuste b�sico, o ressalto do eixo seletor percorre v�rias vezes as pistas dos garfos para sele��o e engate das marchas. Com isso, a posi��o do ressalto do eixo seletor, a largura e comprimento da pista formada pelos garfos de engate das marchas s�o determinados. Ao se conhecer a largura e o comprimento das pistas de sele��o e engate � poss�vel ligar os motores quase simultaneamente. Assim, o ressalto do eixo seletor praticamente n�o toca as paredes das pistas formada pelos garfos da transmiss�o, diminuindo o tempo de troca das marchas.

Para encontrar a posi��o neutro se capta o final da pista dos garfos, por meio do motor de sele��o, movimentando o ressalto do eixo seletor at� os batentes mec�nicos superior e inferior. Paralelamente a isso, o motor de engate extrai o ressalto do eixo seletor da pista de engate.

Calibrar a posi��o de neutro: Num procedimento semelhante, a largura e comprimento da pista de sele��o s�o determinados. 

Com movimentos alternados nos sentidos vertical/horizontal do eixo seletor at� que o movimento seja limitado pelo in�cio de uma pista de engate.

Calibrar as marchas: Para captar o comprimento, a largura e o batente final da pista de engate � necess�rio percorrer cada uma delas de forma individual (na figura acima � apresentado um exemplo da 2� marcha).

 

 

MOTORES DOS ATUADORES DA EMBREAGEM, SELE��O E ENGATE

Estrutura

A carca�a de alum�nio dos motores do atuador da embreagem e do atuador de sele��o e engate constitui um m�dulo eletr�nico equipado com dois elementos Hall para identificar o sentido de giro. O eixo de acionamento de cada motor est� equipado com um anel gerador de impulsos. O anel possui sua parte exterior magnetizada, apresentando uma polariza��o norte-sul alternada. 

FUNCIONAMENTO

Ao girar o eixo de acionamento com o anel gerador de impulsos, as diferentes polariza��es geram tens�es com polaridade vari�vel nos elementos Hall. A unidade de controle compara a sequ�ncia de sinal enviada pelos dois sensores Hall para determinar se o motor est� girando e em qual sentido de rota��o.